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Poesia Visual

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                                           Pedaços de um poema esquizofrênico

                                                                         Gilberto Almeida     
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Poesia Visual

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   Avelino de Araujo                                                                        
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Poema Visual

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Recurso Estilistico - Comparação

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1. COMPARAÇÃO
      A comparação, como o próprio nome indica, consiste na associação entre dois termos diferentes, mas entre os quais há algo que permite aproximá-los.
Exemplos:
                  "Dentro da casa o mar ressoa como no interior de um búzio." (Sophia M. B. Andresen);
            "O silêncio pesava como chumbo."
                  "As árvores pareciam velas desfraldadas ao vento."
            "Os olhos de ambos reluziam como pedras preciosas."
                  "... de face mais escura que a noite e coração mais escuro que a face"
            "A rua [...] parece um formigueiro agitado" (Érico Veríssimo)
      Pode, pois, concluir-se:
      __ que as metáforas sublinham as similitudes entre as coisas, mas não alteram o sentido das palavras;
      __ que existe na associação entre as duas realidades comparadas (termo comparante e termo comparado) uma partícula, ou expressão (como, parecer, ser semelhante a, etc.), que marca explicitamente essa mesma associação;
      __ e que a riqueza da comparação deriva da sensibilidade e experiência do sujeito para construir associações lógicas, originais e sugestivas.
Recursos Estilisticos- Guilherme Ribeiro


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Poema Visual

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PORFYRIUS OPTATIANUS - ALTAR-325 D.C.






“Se encontramos, nesta época, grande quantidade de poemas em forma de cruz, de losango, de cálice, encontramos também, como ocorrera no final da Antiguidade e durante a Idade Média, muitos textos em forma de altar. Afinal, sempre procurou o homem meios para se aproximar das divindades, a fim de superar as limitações inerentes à condição humana.  (...)
As razões parecem muitas, porque visualizamos uma forma simétrica, conforme rezavam os cânones estéticos renascentistas. Mesmo assim, podemos determinar, segundo a ordem visual do poema, elementos que, consoante a percepção do poeta, possam justificar esta aparente assimetria.  (...) O poema de Porfyrius Optatianus, se apresenta impecável, seguindo sempre a media de dez, ou seja, sempre retornando à unidade.
“(...) a construção de um altar-poema não se fecha em si mesma, porque, segundo a ideologia predominante à época, declara um estado de religião e, ao mesmo tempo, um estado de arte. Uma arte que visava à elevação do homem ao eterno e que, em decorrência, era praticada segundo cânones estéticos em que os símbolos se avultam, porque isotopias do sagrado e de uma categoria do poético que também entremostra a práxis filosófica e estética do maneirismo.”
“Por estas razoes, não se constrói um altar, senão levado por uma intenção que ultrapassa os limites do humano. O altar, representando o microcosmo, alteia a figura do implorante, à proporção que, captando as energias da Divindade, proporciona ao suplicante elementos que lhe permitem aproximar-se do sagrado.”
JOSÉ FERNANDES:  O Poema visual: leitura do imaginário esotérico (Da antiguidade ao século XX). Petrópolis: Vozes, 1996.

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