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Voce, minha paz

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"VOCÊ, MINHA PAZ"

Você, é o perfume, que perfuma meus ares...
Você, é o alento que me acalma...
Você, é o tudo, do nada que existe...
Você, é a luz que dirige minha alma...
Você, é a cor que enxergo no escuro...
Você, é a força que me embala o sono.
Quando na escuridão da vida,
Você é os olhos, que traduz meu caminho,
E em meus soluços na madrugada,
Você se achega bem de mansinho,
 
e me envolve, com braços de nuvens...
e me faz, subir nos mais altos retiros,
onde brilha a luz, prateada da lua,
e de mãos dadas, sobrevoamos,
já na aurora das manhãs ensolaradas,
 
no calor do eterno amor...
Você, é a força que protege meus sonhos...
Você, é o olhar que penetra meu corpo insano...
És a cura, das dores, dos horrores da noite,
onde minha alma habita.
E o teu sorriso, transpassa todos os meus tormentos,
onde derramo meu coração em chamas...
E no meu abraço, você encosta a cabeça em meu ombro,
e com minhas mãos, acaricio tua nuca...
sinto tuas lagrimas escorrer, pelos meus seios,
e a molhar todo meu corpo, saudoso,
de seu toque que nunca existiu...
Apenas, o desejo de sentir tua alma,
se juntar com a minha...
nos braços da paz...

(Nadia de Come)

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Espera

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ESPERA


Ansioso estou na
espera desse encontro
e nada sei da sua demora
penso agora

Penteando os seus cabelos ?
a escolha de uma roupa ?
de um sapato ou maquiagem ?
que bobagem !

Sabe que os cabelos
vou despentear as roupas retirar
os sapatos saem fácil
e a maquiagem vai borrar

Só ela é que importa
se chegasse nesse instante
e abrisse aquela porta
que o jantar já está na mesa

O champanhe já esquentou
todo o gelo derreteu
O que foi que aconteceu
será que esqueceu ?

O relógio atrasou ?
seu carro não pegou ?
ou será que é uma surpresa
só vai vir pra sobremesa ?

Men@
®
http://meninosemjuizoemversos.blogspot.com/
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Etéreo Delirar

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Etéreo Delirar Vagando pelas tramas do que há...                                                                          
Etéreo Delirar


Vagando pelas tramas do que há tanto 
Marcasse o quanto amargue em solidão
Nos ermos do caminho feito em vão
Presumo o meu final em desencanto,

Restando quase mesmo o velho canto
Que tento disfarçar, dias virão
Invernando este cenário de um verão
Marcado pela dor, rude quebranto.

Negar minhas vontades, ser bem menos,
Envolto por anseios toscos, plenos,
Serenas ilusões? Nada me basta.

Dos préstimos da sorte já perdida,
À morte em labirinto sem saída
O etéreo delirar tanto desgasta...
Marcos Loures



valmarloumann.blogspot.com

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Encontro Com a Saudade

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Hoje
encontrei com a Saudade
num banco de um belo jardim
estava vestida de branco
qual um anjo perto de mim

Lia trechos de um livro
com relatos do meu passado
em minha biografia
quando sentou-se ao meu lado

Na página onde eu via
os que me haviam deixado
em fotos amareladas
partindo sem ter me avisado

Papai que foi o primeiro
deixando a mim seu legado
depois, meu irmão conselheiro
que em mim, sempre esteve ligado

Mamãe minha jóia mais rara
seu amor e o que me foi ensinado
que eu ainda sinto o calor 
dos braços que fui embalado

Parentes, melhores amigos
que em minha vida haviam me dado
o prazer de ter convivido
e o tempo os tinham levado

A Saudade inclinou-se um pouco
tocando minh'alma marcada
por feridas que ainda sangravam
e não foram cicatrizadas

- Não sabia que estava tão só !
disse com voz embargada
- Nem posso te fazer nada !
retrucou, voltando a ficar calada

Talvez escreva um livro
de um poeta em sua jornada
das dores e suas verdades
aos que desconhecem metade

De quem a Deus confiou sua vida
como herança para a posteridade
e que enquanto aqui peregrina
só quer paz, muito amor e amizades 
 MeNinoSeMJuIz

Men@
®


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Num Outono Qualquer

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NUM OUTONO QUALQUER...

Inesquecíveis aquelas manhãs
de pássaros em voos ligeiros
Perfumes de mato,  de hortelã...
Amores inocentes, passageiros
Lembranças de outrora
Daquele menino peralta,
que nadava nos rios
mas já antevia a aurora,
Ser que tanto, tanto  faz falta,
projetado num futuro de vazios
Ah!... saudades dos abraços
tão sentidos por todos agora
Oportunidades perdidas,
no passado de alegrias.
Escafederam-se, foram embora...
Em profundo abandono
os velhos sinos da ermida,
prenunciam sinais de tristes  dias
de um outono qualquer...

Posted 17th April by Maurélio
  

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Alamedas Sem Fim

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Alamedas do sem-fim, afinal.
Direções desencontradas, folhas
do verde ao cinza, ao pó, não.

Alamedas entrecruzadas, idas
sem regresso, sem registro pos
sível. Invisível mas assim
ilável. Instável. Incomensurável.

Linha contínua no tempo:
extremidades sem regresso.
Memória em movimento. Vento.
Folhas folhas declínio. Alamedas.
             (Madrid, 2/10/10)

Poema de Antonio Miranda












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Soneto a Quatro Mãos

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Soneto a Quatro Mãos

Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.


Vinícius de Moraes e Paulo Mendes Campos )
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Suave Poesia / baseado no Simple | por ©Costumizado por LayoutSay ©2013